Telemedicina ganha espaço no setor pet

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Segundo a CEO da DrMed.Pet, o segmento tende a crescer 14% após aprovação de teleconsultas

Após a resolução sobre telemedicina veterinária publicada no fim de junho, empresas do segmento pet começam a agir. Assinada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a resolução afirma que as teleconsultas podem ser feitas desde que haja um atendimento prévio presencial. Há algumas situações em que a exigência é dispensável. De acordo com o Instituto Pet Brasil, em 2021, os serviços veterinários representaram 9,3% do mercado pet, totalizando R$ 4,7 bilhões.

Diante disso, a startup DrMed.Pet anunciou estar com o sistema pronto desde 1º de julho, quando a norma entrou em vigor. Conforme comunicado, o projeto da empresa serve para democratizar o acesso aos veterinários de forma simples e rápida. Segundo a CEO da DrMed.Pet, a veterinária Gabriela Lima, com melhor acesso, o mercado tende a crescer em torno de 14% inicialmente. Junto com as teleconsultas há uma tendência de barateamento dos atendimentos, fruto da maior concorrência.

Outro caso é a startup Be Pet, que também estava aguardando a liberação para habilitar o recurso da telemedicina totalmente voltada aos criadores de pássaros, com o propósito de reduzir o deslocamento desnecessário para as clínicas especialistas.

A CEO da DrMed.Pet afirma que o Brasil ainda é extremamente carente em informações precisas acerca de saúde anima e que as novas tecnologias irão facilitar a coleta de dados. Ainda segunda ela, esses dados podem repercutir em medidas que antecipem a piora clínica dos animais, garantindo atuações e cuidados preventivos mais rápido.

Ventures

Ambas as startups fazem parte do ecossistema da Capri Venture, corporate venture builder do setor pet. A companhia chegou ao mercado a partir da parceria entre a Anilhas Capri, de identificação de animais silvestres, e a multinacional FCJ Venture Builder. “O mercado pet, apesar de sua grandeza, ainda é muito incipiente e carente de inovação. Além dos aplicativos direcionados para a conexão do tutor com o especialista, outras tecnologias certamente serão agregadas, a exemplo do reconhecimento da identidade do pet”, explica Alaíde Barbosa, CEO da Capri Venture.

Fonte:  Money Report

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