Crise ameaça geração de novos empregos na indústria automotiva

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O mercado está cauteloso. Reflexo do impacto da crise global na indústria automotiva. Balanço divulgado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revela que cerca de 120 mil veículos deixaram de ser produzidos no primeiro semestre do ano em função da falta de fornecimento de semicondutores (materiais usados nos componentes eletrônicos que equipam os carros). Problema que impede a retomada plena do setor.

De acordo com a Anfavea, no mês de junho foram produzidos 6.947 veículos –  o pior dos últimos 12 meses. As várias paradas de fábricas de automóveis ao longo do mês explicam o quadro negativo e a  retração reflete no mercado: as vendas em junho recuaram em relação aos últimos dois meses.

Além das questões, outros fatores, como a instabilidade política, refletem no setor automotivo. As ações e os investimentos em empresas montadoras em todo o mundo foram reduzidos. E a retomada não deve acontecer tão rápido.  Investidores estão cautelosos e aguardando uma queda geral nos números econômicos.

É importante ressaltar que o emprego na indústria do automóvel direto gera pelo menos outros cinco empregos indiretos. As incertezas no setor automobilístico impactam diretamente a economia e a geração de empregos. Com quase 15 milhões de pessoas desempregadas no país, o fortalecimento da indústria é parte fundamental da solução para este problema.

 

Rogério Araújo é educador e consultor financeiro, especialista em investimentos e fundador da Roar Educacional Consultoria

Fonte:

ImPauta Comunicação

Ivone Moreira

ivone.moreira@impauta.com.br

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