Investigadores descobrem molécula que pode travar o Alzheimer

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Investigadores do Instituto Europeu de Pesquisa do Cérebro (EBRI) da Fundação Rita Levi Montalcini podem ter dado um passo importante para descobrir como retardar ou até mesmo travar a doença de Alzheimer.
Num estudo publicado na revista Nature, na editoria de Morte Celular e Diferenciação, os cientistas referem uma molécula que “rejuvenesce” as células cerebrais, conseguindo assim bloquear a doença de Alzheimer na sua primeira fase.
A molécula, o anticorpo A13, faz com que o cérebro seja capaz de fazer renascer alguns neurônios, contrariando os efeitos do aparecimento de doenças degenerativas, como é o caso da patologia em questão.
O estudo desenvolvido pela equipe italiana foi realizado em ratos, que acabaram por conseguir produzir neurônios. Esta descoberta pode abrir novas possibilidades de tratamentos e diagnósticos da doença de Alzheimer, que afeta, segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 30 milhões de pessoas no mundo inteiro.
A Doença de Alzheimer é a principal causa de demência, representando cerca de 50 a 80% dos casos. É uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de modo lento e progressivo, caracterizada pelo comprometimento de duas ou mais funções cognitivas como: memória, linguagem, atenção, raciocínio lógico, julgamento, planejamento, habilidade visual e espacial, graves o suficiente para interferir nas atividades da vida diária da pessoa.
Atualmente estima-se haver cerca de 46,8 milhões de pessoas com demência no mundo. Este número praticamente irá dobrar a cada 20 anos, chegando a 74,7 milhões em 2030 e a 131,5 milhões em 2050 segundo dados fornecidos pelo Relatório de 2015 da Associação Internacional de Alzheimer (ADI).
No Brasil, estima-se que 55 mil novos casos de demências ocorram todos os anos, a maioria decorrentes de Alzheimer. Entre as causas da doença está o próprio envelhecimento populacional.
Fonte: TVi24

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